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  • Clara "Lynn" Abrahão

A NFA Feminina e a mudança na palma de nossas mãos


Troféu da Liga Feminina NFA Season 3 - Foto: Divulgação Liga NFA



Nunca antes estivemos tão #Ligadas. Estamos conectadas a todo o tempo, principalmente em um período onde não podemos estar fisicamente presentes uns com os outros. Literalmente, os dispositivos que nos conectam uns aos outros estão em nossas mãos. Fazemos reuniões, lemos artigos, nos relacionamos, mudamos o mundo através das nossas mãos. Artigos elucidam como a pandemia têm alterado o padrão de uso da internet, de forma que mais pessoas a usem, da mesma forma que smartphones. Acontecimentos, notícias, o mundo em nossas mãos. A mudança em nossas mãos.


E se a mudança começa pelas nossas mãos, nada mais justo do que reforçar a grande menina dos nossos olhos que segue movimentando o cenário com suas constantes explosões: a Garena, possibilitando que o Free Fire atingisse tantos brasileiros, empoderou não apenas novos jogadores em busca de uma nova experiência nos campos de batalha, mas também vidas. Mudou vidas. A mudança começaria ali, na tela de um celular, nas mãos de tantas pessoas. Se antes era impossível para algumas pessoas adquirir um computador ou um console que rodassem jogos de última geração, agora ficou fácil para que indivíduos baixassem um Free Fire que é compatível com praticamente todos os smartphones da atualidade. E pudemos ver, ao vivo e a cores, a mudança que a possibilidade faz na vida das pessoas.


Mudou. Inventou, reinventou. Profissionalizou.


Instaurou uma nova ordem do que é ou não "ser gamer" quando, na verdade, a gente sempre soube que o gamer não está preso a uma plataforma, console ou estilo, mas sim no coração. Abriu portas para pessoas que precisavam tanto de oportunidades e que mal sabiam que poderiam encontrá-las na palma de suas mãos. E fomentou, ah, se fomentou… novos nomes, novas apostas, talentos, organizações e campeonatos eclodindo em assombrosa velocidade. Nas palmas das mãos de tantos, um mundo de possibilidades e fascinantes descobertas. De mãos dadas - mesmo que virtualmente -, pessoas cujo o propósito se alinhava em diferentes formas: fazer com que os jogos, mesmo que um pouquinho, melhorassem esse mundo conturbado que a gente conhece e vive atualmente.


E aqui a cereja do nosso bolo.


As minas no jogo. Sempre elas.


Somando vozes, e mãos, e forças.



O Free Fire permitiu que não apenas mais pessoas se conectassem aos jogos, mas que mais mulheres conseguissem experimentar jogos sem necessitar especificamente de um computador ou console para tal. Afinal, para nós, esse acesso nunca foi facilitado - enquanto outros tinham o direito de ficar o tempo que queriam nos video-games, nós tínhamos obrigações que nos impuseram desde… Sempre? E agora, com esse poder literalmente em nossas mãos, podemos mostrar que somos sim capazes. E lembra da questão da profissionalização e investimento em novos talentos? É aqui onde tudo converge. Pois agora mais meninas puderam experimentar jogos mais cedo, e ao invés de se contentarem com o famoso “isso é coisa de menino”, mudaram para “isso é nosso, também”.


É tudo nosso, também. Sempre foi e sempre vai ser.


Se antes um joguinho mobile era visto com tanto desdém pela comunidade, hoje o efeito colossal do Free Fire muda vidas e constrói pontes para que mulheres incríveis alcancem seus sonhos. A NFA (National Free Fire Association) Feminina, inicialmente tímida em sua primeira edição, hoje coleciona quatro seasons dignas de orgulho e conquistadas com muito trabalho, dedicação e sim, amor. Porque as mulheres amam jogar, amam o que fazem e são muito boas nisso. Caminhando para sua quinta temporada, a NFA Feminina tem o objetivo de incentivar e dar visibilidade para as mulheres do competitivo do Free Fire e acontece duas vezes por ano. São mulheres com histórias diferentes, experiências diferentes, mas que deram as mãos em um momento específico de suas vidas e agora caminham juntas.


E nessa convergência linda entre profissionalização, investimento e amor, temos hoje a FURIA investindo em seu time feminino, Black; times consagrados como Pain, PM Girls, HYPE e B4, as grandes campeãs dos eventos anteriores. Apresentadoras, casters, designers, câmeras, maquiadoras, times de profissionais extremamente qualificadas que tiveram suas vidas mudadas. Não é mais “só um joguinho”. Não é mais coisa de criança e, principalmente, não é só coisa de menino. É pra todo mundo, é para todas nós. Já mostramos que somos indestrutíveis quando estamos unidas, agora o que o cenário precisa é de alguém que nos dê a mão. Estrutural e financeiramente falando.


Equipe BLACK - Foto: Alexandre Brady/FURIA



Como as meninas da New Girls, agora nomeada de HYPE, que mesmo sem apoio financeiro, seguiram na luta desde 2018 e hoje se consagram como campeãs da quarta temporada da NFA Feminina. Elas sempre estiveram de mãos dadas, mesmo com poucos lhe estendendo a mão. Passaram por inúmeros campeonatos amadores na busca de experiência e melhorias, e hoje são consagradas como uma das melhores equipes do Brasil.


O que falta para que grandes empresas, enfim, invistam em grandes mulheres? De que adianta exaltarem o cenário feminino em momentos pontuais e o esquecerem durante o resto do ano? Nós estamos aqui. Nós precisamos de campeonatos, precisamos que apostem em nós porque agora o mundo sabem que nossos resultados são incomparáveis. Não precisamos apenas de um logo rosa no mês da mulher ou uma saudação de flores, precisamos de investimento de empresas que já estão a um tempo no cenário. Seja nos consoles, nos computadores, nos smartphones, mas minas tão pra jogo e o que elas mais querem é respeito e reconhecimento. Querem mudança; essa mudança que começou tão pequena e que agora pode se traduzir num passo extraordinário para a criação de um cenário justo para todes.


A mudança na palma de nossas mãos. Nas minhas, nas suas.


Apóia as minas. Investe nas minas.


Tá nas tuas mãos.





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